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9 pensamentos das mulheres depois da primeira transa

Infelizmente, ou felizmente, as mulheres tem um certo grilo falante dentro da cabeça que enche a nossa mente de caraminholas. Uma delas é a questão sem fim sobre o pós-coito de estréia. Essa novela com capítulos infinitos que só quem é muito ansiosa pode explicar o bando apenando as asas dentro do seu estômago.

Diferente dos homens, as moças pensam sim sobre a noite de loucuras que tiveram com o seu parceiro. Não se gabando de tantos amassos sob os lençóis, o que se é comentado ou imaginado não ficam em pleno resguardo. Todo mundo sabe. E para os que não sabem, aqui vai a fofoca do bacanal.

  • A clássica – Será que ele vai me ligar

Isso chega ser até um clichê sem graça. Pois não existe mulher nesse mundo que não fique na expectativa de receber uma ligação. A sorte que com o passar dos anos, a mulherada caiu na real e não fica aguardando o telefone tocar no dia seguinte. Mas se passar 72 horas e nada pode ter certeza que um pequeno surto será presenciado.

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Não por menos, também existem aquelas mulheres que se garantem na encoxada e sabem como ganhar um cara. E para essas, quem fica agonia no raiar do sol são eles e não elas.

  • Será que ele reparou que eu fingi?

Quando se passa isso pela cabeça, está carimbado o atestado de fracasso. Pois se nem língua, nem pinto e nem os dedos conseguiram arrancar um gozinho da querida a ponto dela ter que fingir orgasmo com gritos esvoaçantes de “ah ah, uh” é por que é melhor voltar a assistir Cine Privê. E é tão certo como 2+2=4 que todas as amigas dela vão saber sobre isso. Daí, meu amigo, nem adianta vir com pau de ouro pois cansa ter que gritar e fingir ser uma deusa uma louca uma feiticeira.

  • Foi o maior

Isso aí, galo veio. Meus parabéns! Se foi mesmo o maior e você soube conduzir o boneco como um bom soldado de guerra, os pensamentos dela irão ao fundo do mar pesquisar os melhores tesouros para te dar. Mas claro, se o minhocão ficou tão choco quanto churros velho, nem fique esperando um anal de presente.

  • Foi o menor

Pode acontecer.  Vá que a mulher tenha dado apenas para os parentes do Motumbo e o cara chegou lá apresentando seu alicate de cortar unha, é provável que os pensamentos não serão os melhores. A não ser que o filhote da galinha pintadinha tenha dado no couro bonito que tenha feito valer a pena a bimbada.

  • Ele tinha bafo

Para tudo que eu quero descer. Bafo não dá, né? Imagina, você se prepara toda para abrir as pernas e ficar semelhante a um frango assado por um bom tempo para beijar a boca de um bagre morto? Essas coisas são extremamente proibidas na primeira vez. Alias, em todas as vezes. Mas os pensamentos podem ir tão longe e, como já citei aqui, todas as amigas irão ficar sabendo.

  • Ele geme igual cachorro

Eu, particularmente, não sabia que cachorro gemia. Então imagina o que é transar com um cão que ecoa da garganta um som animalesco do prazer. Pode até ser sedutor, mas uma hora da uma agonia do cara tremelicar mais do que a mulher. Alias, se ela está no silêncio e apenas o cara está curtindo a sétima sinfonia do tchaca tchaca, algo está errado.

  • Sexo bom, porém baunilha

A baunilha é doce. É boa. Mas enjoa. Então, não vamos mostrar para ela que você apenas sabe ser confeiteiro. Leve para a primeira vez um pouco do seu talento de Indiana Jones. Por cima, por baixo, gostosinho e de ladinho são coisas que qualquer principiante que viu um filme pornô sabe fazer.

  • Ele não tinha camisinha

Erro feio! Isso mostra que o cara não se preocupa com a saúde e conta com o acaso da mulher ter uma borrachinha sobrando na bolsa. Ou tem aqueles que só se preocupam se a guria toma anticoncepcional, coisa que não evita do boneco amanhecer com um cogumelo mofado na cabeça do pau. Não seja principiante e seja o amigo fiel da farmácia.

  • Me deixou com chupão no pescoço e eu preciso trabalhar

Homens que tem espírito de guri não dão certo com as mulheres que sabem o que querem. Quer deixar um chupão, que deixe lá embaixo enquanto estiver fazendo um oral dos deuses. Quer deixar marca, que estrague o coração dela de tanta angústia pelo dia seguinte (me puxei nessa?). Quer fazer um hematoma, então mostre que não só de língua e sucção que se constroem o seu sexo.

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Minha filha quer transar. E agora?

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A vida nos prega peças que às vezes não estamos prontos para enfrentar, não é mesmo? Colocar um filho no mundo não vem com aquele manual de instruções no qual na última página nos alerta que terá uma hora que eles também vão querer brincar de “ser mãe”.

Nem só as progenitoras como os pais também enfrentam essa barra quando se coloca no mundo aquela princesinha que você olhou e cuidou por toda aquela infância regada de filmes da Disney e lacinhos no cabelo. Porém chegou aquele momento que fazemos de tudo para atrasar. Ela quer transar e o melhor a se fazer nesse hora é entrar na onda dela.

Não pense coisa errada e que eu, como escritora, estou mandando você entregar a sua flor para o matadouro que criamos em nossa mente. Todavia, é melhor estar ao lado de sua filha e se mostrar um amigo (a) do que refletir a ela aquela pessoa que proíbe e inibe questões naturais da vida que você, querendo ou não, irão acontecer.

Confesse. Você pai que, se falasse para a sua filha o que realmente passa pela sua cabeça sobre os namoradinhos que ela vier a trazer em casa, certamente você irá ter uma inimiga dentro do lar. Portanto, segure a língua. Talvez estar do outro lado da moeda é mais difícil quando se estamos na pele do cordeiro. Não esqueça que tudo que sua filha quer fazer, você um dia também quis. E não diferente do medo que ela tem, nós também tivemos.

Não crie o monstro para a sua filha

Não é só por que você pegou implicância com o colega dela da escola que tem espinha nas bochechas e usa aparelho que a sua filha irá odiá-lo. Muito pelo contrário, ela o ama. Se você está bem seguro da criação que a deu, saberá que ela não escolheu aquele guri à toa. Ele deve ter o mínimo de sentimento pela sua bonequinha. Portanto, dê a entender que você quer o bem tanto dela quanto dele.

Afinal, qual é o bem dela?

O bem da sua filha é deixar ela crescer livremente sem você estar lá para deixá-la no casulo. Proibir é pior e não esqueça que a rebeldia está aí para te assustar. Não pense que, só por que você quer que ela descubra o sexo depois dos 20 anos que isso irá acontecer. Isso não é bom para ela. Sexo é bom e reze para que a primeira experiência dela seja a melhor.

A primeira vez é a primeira vez e deu

Estamos no século XXI, pai e mãe. Não sejamos ingênuos achando que o rapazinho que vai tirar a virgindade de sua princesa será aquele mesmo que irá esperá-la no altar. Aliás, até pode ser, mas antes disso acontecer, ela ainda irá curtir com outros meninos até achar que chegou a hora de se casar. Portanto, não se apegue apenas naquele pobre coitado que irá emprestar o corpo para a primeira vez. Muito provavelmente será a primeira vez dele também, então não deixe que essa experiência seja traumática para ambos.

Não se afobe na conversinha

A hora do papo chato e constrangedor existe e é fundamental. Porém, não encarne a sexóloga, pois muitas coisas que a sua experiência desfruta não é permitida para uma jovem que nem sabe o que é ponto G. Explique os métodos anticoncepcionais, tenha coragem e fale como foi a sua primeira vez, deixe-a confortável. Se puder e, assim seria o ideal, leve-a numa ginecologista para terem uma conversa saudável. Mas de forma alguma vá com muita sede ao pote e diga que sexo oral também é feito com camisinha. Meninos de pouca idade tem tendência a ter ejaculação precoce e se a sua filha falar em “boquete” para o espinhento, capaz dela não ter o doce brilho que o sexo proporciona.

Melhor fazer em casa do que num lugar desconhecido

Você pode concordar comigo ou não. Mas entremos em um consenso: para que ocorra tudo numa boa e que tanto você quanto a sua filha fiquem mais relaxados, melhor abrir as portas do seu lar para que seja feita aquilo que você tanto teme. Imagina se existe a sua proibição e mesmo assim a sua filha procura um local para saciar a vontade. Motel, casa do amigo, rua… Locais que ela estará completamente desprotegida e sem a menor privacidade. É óbvio que ninguém quer estar em casa tendo a consciência que sua filha está sendo deflorada pelo pirralho tarado. Seja leve e deixe que ela faça isso no quarto que você mesmo decorou como ela quis (pintado de rosa cheio de ursinhos) e que você saia para jantar no dia fatídico.

Lembre-se que você já foi adolescente

Você certamente já sentiu a coceirinha na calcinha e na cueca. A única coisa diferente agora é que o órgão que está na roda não é o seu. Então é muito saudável para a sua mente lembrar que você já teve a sua primeira vez e seus pais não morreram por isso. Sua filha não é um cristal a ser lapidado. E, como bem sabemos, o sexo entre adolescentes não é tão diferente do que de duas pessoas adultas. A vontade é a mesma e o tesão também.  Porém, em alguns casos ímpares, o casal mais maduro sabe o que está fazendo.

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Não pire, pai e mãe. Não entre em desespero. Não reflita o seu medo para a sua filha, pois é muito importante que ela esteja segura e corajosa para enfrentar a sua nova etapa da vida. Ela deixou de usar fralda, ela largou a boneca, ela passou pela menarca. Agora está na hora de ela se tornar uma mulher. Uma mulher saudável que tem o apoio e compreensão dos pais e que sabe que eles estarão lá para qualquer coração partido.

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8 Coisas que a mulher pensa enquanto faz um sexo oral nele

Todas as formas de expressarmos tesão por alguém é válido e muito bom. Além de estarmos nos fazendo feliz, estamos exercitando uma forma de nos mantermos saudáveis e vivos. O tradicional boquete é uma das coisas boas do sexo. Pois usamos truques que talvez os nossos órgãos não consigam. A língua, os dedos, o toque e o gosto ficam ainda mais sensíveis nesse momento. Porém, será que você mulher nunca se deu conta de todas as coisas que passam pela sua cabeça enquanto você está cantando no microfone? No exato momento que o cara está se matando de tanto prazer e você colocando a goela para trabalhar, a imaginação vai longe. E aqui eu exponho alguns dos seus pensamentos mais profundos na hora daquela chupada.

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1 – Estou ficando com a boca assada

É péssimo pensar isso, mas se a boca está assada é porque falta saliva em você. Ou pior, falta o líquido precioso dele. Ou seja, não está bom. Faça com mais vontade, utilize, se necessário for, suas delicadas mãos, transforme a sua língua numa ginasta de olimpíadas.

2 – Acho que vou vomitar

Alto lá quando for fazer o balanço do pescoço com o toque do bilau, pois ele pode sem querer querendo tocar na sua campainha e algo indesejado vier abrilhantar aquele momento lindo. Vá com calma na sucção e não deixe que um vômito interrompa aquilo que está bom. E jamais engula a ânsia caso ela chegue.

3 – Porra, que cheiro horrível!

É. Às vezes acontece do cara ter tido um dia difícil e o mau cheiro impregnar na cueca. Porém, seria um cavalheirismo dele não deixar que você coloque o seu nariz tão perto da amostra grátis do ovo podre. Mas se você sentiu e mesmo assim quis colocar na boca o pirulito de bagre, aguente.

4 – Será que ele não vai gozar logo

Se você já chega no parque de diversões dele pensando em quanto tempo terá que brincar, melhor nem arriscar. Pois quando eles gostam de um boquete, eles não ficam calculando tempo. O importante é que você faça dali um local prazeroso para ambos. Pois fazer os outros felizes, nos faz feliz.

5 – Tomara que ele não goze na minha boca

Opa opa opa! Isso é algo que pode acontecer facilmente, principalmente se você for a expert no blowjob. Vá para aquele lugar tendo a consciência que dali sai um presente e se esse presente não é tão desejado por você, calcule tudo. Tempo, intensidade e momento. Não estrague tudo só por que você não quer levar uma rajada na goela.

6 – Odeio quando ele pega a minha cabeça e finge que ta jogando basquete

Isso é chato mesmo, pois parece que você não sabe o que está fazendo ali embaixo. Fale com o cara se for necessário, ou tire as mãos dele com delicadeza da sua cabeça. Mostre para o seu companheiro que você sabe exatamente como deixar um oral bacana.

7 – Ele bem que poderia ter aparado a mata

Homens não têm o costume de fazer a depilação brasileira. Porém aparar a pentelhada é algo muito higiênico e faz com que o pênis pareça um pouco maior. Então se você se incomoda muito com isso, já vai dando a real para o cara. Se você tem que se depilar, ele bem que poderia passar uma tesoura na cabeleira de baixo. Imagina depois do boquete você dar um sorriso e ter um fio preto e grosso preso no seu dente. Que momento!

8 – Tenho medo de acabar mordendo a cabeça

Com certeza isso não seria nada agradável se acontecesse. Então trabalhe bem a boca aberta e as manobras com a língua. Se necessário for, corte uma laranja e treine em casa. Pois uma coisa é certa, não podemos simplesmente tirar os dentes para chupar.

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A culpa é da depravada, repercute o povo

Seria um dia especial para aquela moça que se sente para baixo e que a autoestima não é levantada faz tempo. Para aquela menina que tem vergonha do corpo, que não se sente a vontade com o cabelo cacheado e que não se vê igual as amigas que usam mini saia e decote no seio. A noite afronta os pesadelos mais obscuros que abrigam a vontade de ficar em casa e se trancar para o mundo, pois em seu espelho adormece uma imagem de felicidade e só reflete uma mulher sem vaidade.

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Naquele dia que resolve sair com as colegas, pensa em mudar o foco. Talvez deixar os longos fios encaracolados soltos, deixar um pouco do colo a mostra coberto por um incrível colar que ganhou em seu aniversário de 16 anos. Nas pernas uma saia preta frizada que combinava com os sapatos de salto agulha. Agora a miragem que refletia em seu quarto era de uma mulher que poderia sair na noite, ser chamada de linda e que também poderia ser feliz.

A ingenuidade daquela mesma pessoa que acordava triste e não sentia vontade de olhar o seu reflexo é a mesma da garota que comprou uma roupa nova para sair pela primeira vez em uma festa. Porém, o breu que a noite assola traz com ele os ladrões de sonhos que possuem o poder de inibir a felicidade.

Ela saiu. Teve o seu dia de glória. Pela primeira vez se sentiu segura em dançar, em jogar o cabelo e passar batom em um espelho no qual dividia com outras meninas no banheiro. Só que na hora de ir embora e assinar um estereótipo de mulher poderosa, seu destino mudara.

Ao entrar no taxi e vestir sua capa de ingenuidade, prescreveu o seu novo destino. Não havia amigos, não havia alegria. Somente ela e um homem que na cabeça não lhe passava o mínimo de respeito e compaixão. Ligou o carro e em uma velocidade mais que acima do permitido levou-a para uma mata e arrancou do banco que a fazia ficar confortável.

Rasgou sua blusa, levantou a saia. Aquele colar que ela havia ganhado de aniversário, agora tinha sido gateado e colocado no bolso de uma calça jeans. A boca tremula estava tapada com a mão grossa e calejada daquele homem. Seu desespero tomou a forma da dor e da vontade de morrer diante da escuridão e do silêncio.

No ar sentia o cheiro da vergonha e da culpa.

Por que eu?

Não deveria ter saído.

Minhas roupas me mostravam muito.

Sou a culpada por tudo isso.

E depois daquela noite, molestada, machucada, sangrando pelo seu sexo e pelos hematomas formados, jamais conseguiu levantar novamente. Reagir, viver, dar uma chance para a sua vida tão escondida. E pela depressão, morreu. 

Infelizmente essa história não é apenas um conto que eu escrevo aqui diante da minha criatividade. É a pura realidade. Fato consumado. Muitas mulheres se sentem culpadas por um tabu que a sociedade aponta o dedo e deduz quem é o mocinho e o vilão no filme.

A pátria mãe abriga um número espantoso e aterrorizante para as que andam e transitam em meios populosos. Mais de um estupro a cada 10 minutos. Então somemos 11, 12, 15. Isso os que são relatados e apontados. Tem aqueles que ficam no silêncio e na vergonha. Dentre todas essas vítimas, estima o IPEA, que 50,7% são crianças, ou seja, menores de 13 anos. Sua filha, irmã, amiga.

Quantas mulheres terão que passar pelo estupro, pela vergonha, pela humilhação e ainda receber o prêmio de culpada? Quantos abortos teremos que conceder e quantas vidas, como a dela, iremos perder por doenças mentais de homens e mulheres que assolam e assustam a vida dos outros. O que é justo afinal?

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Crônica da academia: a bordo uma gordinha esforçada

E lá estava eu. Voltando pela 7ª vez para aquele espaço de puro terrorismo com a imagem das pessoas no momento do agachamento com pesos. Aquele ambiente trágico que a gente abre e fecha as pernas num aparelho para ficar com as coxas menos parecidas com uma geléia de amora. Aquele templo que assegura pessoas de todos os tipos e que distingue o seu povoado para cada lado.

É. Eu estava gorda e mole e não existia mais santo na igreja católica que eu pudesse me submeter a fazer mais uma promessa.

Fazer o quê? Eu não conseguia resistir aquele sonho de doce de leite bem frito e cheio de açúcar de confeiteiro que a minha avó faz. Esse era um dos quitutes dela de se comer rezando ajoelhada atrás da porta em aramaico.

Infelizmente aquela doçura estava refletida no quinto pneu da minha barriga. E ele pareceu uma bitola de caminhão quando o avaliador da academia puxou com aquela pinça gigante inventada para deixar pessoas infladas, como eu, roxas de vergonha. Aliás, isso é uma das coisas que eu ainda cultivo como as minhas banhas. A tal vergonha.

Conversei com o personal para ele operar o milagre montar meu treinamento, para que eu pudesse parecer cada dia menos com uma salsicha bock.

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Bem como descrevi ainda lá no inicio, a população da academia é tão dividida como casta indiana. De um lado os narcisista que vão preparados para bater fotos e se amar na frente do espelho. Meu sonho, no momento do levantamento do supino e cara de mal para a selfie é que esse modelo sentisse uma vontade louca de peidar e, literalmente, cagar de vez com a foto. Do outro lado do mar morto ficam os gordinhos esforçados como eu. Os mesmos que ficam olhando o relógio a cada pedalada na bicicleta pensando na janta já com a boca aberta sentindo o gosto do pão branco com maionese.

Se não fosse tão maluco de minha parte e tão caro para o meu pobre bolso de assalariada, já marcaria uma lipoaspiração. Ninguém sabe o quão triste é suar picas esticada num colchonete, cheirando a sal com vinagre, levantando e deitando trabalhando a área abdominal com a triste realidade de que aquele movimento seria em vão com a chegada do final de semana.

PQP! Gordo sofre! Não pode nem sonhar com uma polenta frita que logo é mal assombrado com o treinador mandando você correr mais rápido e tentando levantar mais pesos com as suas pernas.

Seria muita fraqueza da minha parte desistir naquele momento! Eu sabia que se isso acontecesse, eu iria chegar num estágio da vida de puro fracasso e me obrigar a voltar pela 8ª vez para a musculação. Não estava mais curtindo parecer um botijão de gás toda vez que colocava um avental para lavar a louça. E essa depressão era muito perigosa, pois me submetia a comer barras e barras de chocolate branco com bolacha.

Infeliz do inventor desse tal de açúcar. Malditos hormônios que não me deixam querer um pé de alface ou uma salada de frutas. Eu tinha que partir logo para o crime do corredor dos bombons.

Se passou 3 meses daquela rotina de ir 3 vezes por semana no cantinho do diabo me matar naquela esteira e parecer fitness lacrada na calça suplex. E quando eu finalmente subo naquele ventilador de chão (que chamam de balança) e vejo que eu perdi 200 gramas, a decepção tomou conta do meu ser.

Porra! Eu passo 3 meses comendo pasto e cagando verde que nem uma vaca, fico ruminando detox para me sentir saudável engolindo aquele líquido semelhante à merda para nem um quilo desaparecer. Além de toda aquela quantidade de caloria morar dentro de mim, toda vez que me sentava sentia o Bobi, Tobi, Moli, Coli e Loli (nome que dei aos pneus) se encostando, formando meu tórax tão malhado quanto corpo de um Shar Pei.

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Se aparecesse naquele momento alguém falando do suco detox na minha frente seria vítima de um soco na cara, sem a menor sombra de dúvidas. Não vem me dizer que você acha bom tomar um suco feito com repolho e couve. Bom para ter gases, só se for.

A vida estava sendo dura comigo e a solução talvez seria fechar a boca de vez. Largar a vida e viver infeliz com um mato na boca e faixa da Nike na cabeça. Se acostumar a usar maiô na praia e ter a galera da malhação como amigos do Facebook. Aquela gente que não bebe, não fuma, não fode. Ou seja, não vive.

Troquei o estilo de vida e adotei o cervejox como o meu aliado. Decidi viver para ter aquele peso e nada mais. Se antes eu perdia meia grama ralando que nem a loira do tchan pegando no compasso, agora eu só vou malhar para viver com meus 5 amigos da barriga. Pelo menos sou feliz desse jeito.

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Se o meu útero falasse comigo nos dias de menstruação

Não tem jeito! Gostando ou não, todas as mulheres a partir de certo período da vida, passam pelo ritual de passagem da criança para a mocinha. E não contentes com isso, conhecem certos momentos íntimos desse ritual que é necessário saber para que tudo fique na paz lá embaixo.

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Mas óbvio que a bandeira branca não é estiada quando se está descamando pelo útero e esse pobre órgão sofre e, também, nos faz sofrer junto com ele. Mas se ele tivesse boca ou pudesse se comunicar conosco, provavelmente o papo seria próximo disso:

“Deita aí mulher, que hoje vou te judiar”

Incorporando o Coronel Jesuíno de um modo mais adaptado para menstruação, nosso útero não teria dó nem piedade quando nos mandasse o alerta inicial dos primeiros dias do seu ciclo. As cólicas. Não diferente do estado enferma, as mulheres não conseguem ter outra posição a não ser a do modo horizontal. De preferência com uma bolsa de água quente no abdômen e algumas cartelas de remédio na mesa de cabeceira.

            “Vai dar cheia no Rio Amazonas”   

Aviso prévio de enchente no seu absorvente. Manda fazer estoque de tampão! E para piorar, aquele fluxo interminável nos dá uma sensação de estarmos sempre molhadas. Como se estivéssemos mijadas para sempre. E se não tivesse coisa mais humilhante, ficamos analisando a cada fachada espelhada o nosso fundilho acolchoado para verificar se não houve uma guerra sanguinária na Terra de Ninguém.

“Já conversei com o intestino. Ele disse que está de greve”

Se você sentir que a sua barriga está semelhante à um balão surpresa prestes a explodir brindes indesejáveis, saiba que a prisão de ventre vem acompanhada com o período menstrual.  Então, caso você seja daqueles que sabe direitinho o dia que vai ficar de Chico, já garanta um belo momento de rainha. Sente no trono e suje a louça, pois o ciclo pode demorar de 3 a 5 dias. E ficar constipada, semelhante ao Seu Boneco, não seria a forma mais deliciosa de passar a semana esse ver no espelho. É melhor desentupir os canos de uma vez.

“Por favor, não vamos assistir PS. Eu te Amo de novo!”

Ahhh a TPM. Esse rito insistente e incomum que nos incomoda tanto e deixam namorados e maridos malucos próximos de nós. Mas existe um porquê disto acontecer. As mulheres têm diferentes picos de produção de hormônio. Horas baixa, horas alta. O impacto que isso provoca no humor feminino oscila de um dia para o outro. Então estar muito irritada ou chorar com o comercial de Natal do mercado faz parte de nós. Talvez por isso os homens acham que é difícil entender a cabeça das mulheres. Pois nossos hormônios trabalham constantemente para deixar qualquer um de cabelos para o ar. Inclusive nós mesmas.

“Estou afim de te dar um susto hoje!”

Atrasou um, dois, três ou até dez dias. Você já compra exame de farmácia, chora sem parar, comunica a melhor amiga, pensa como vai contar para o namorado, imagina a cara da criança para no final ser apenas um sustinho do seu útero. É, pode acontecer. O atraso do seu ciclo pode se dar por vários fatores. O mais comum deles é a ansiedade ou o stress decorrente do trabalho ou de brigas em casa. Se não for por isso, o caso pode ser mais sério. Doenças do aparelho reprodutor como endometriose, síndrome dos ovários policísticos ou cistite ajudam a dar uma pausa na sua menstruação. Mas estar grávida está fora de questão.

“Não está na hora de irmos visitar a doutora?”

Num momento ímpar daqueles dias, essa seria uma fala importante do seu órgão com você. Ir ao ginecologista todos os anos não é importante. É MUITO importante. Afinal, ninguém está livre de pegar alguma doença. E não falo apenas das transmitidas pelo sexo. Deixar que mais alguém reviste a sua perseguida e dê uma conferida no seu útero é deveras necessário e garante que você e ele (o útero) fiquem tranquilos por mais 365 dias.

“Parabéns, mamãe!”

Agora sim. Se aquele sono pegou, o enjoo chegou e o desconforto tomou conta do seu ser, além da não visita do sangue na calcinha, podes crer, lá vem bebê. Esses avisos diferentes do que uma fala é quase que um diálogo do útero com você. Não é legal? Nosso corpo está programado para sabermos direitinho cada coisa que está por vir. E não porque ele não tem boca e som que não conversa com você. Se tudo isso acontecer e não for um momento péssimo para que um presente chegue em sua barriga, curta o momento e converse, agora, com o seu filho.

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Mulher fazendo mulherice

“E assim ela cresceu.

Minha filha que se demonstrava tão frágil nos meus braços e tão necessitada de mim, me mostrou que formou a sua primeira maturidade e largou o peito por livre espontânea vontade. Quis ser independente e começar a ‘caminhar’ com suas próprias pernas. Sozinha. Tão pequena. E eu, mais fraca ainda por sentir aquela falta que nos enlaçava por vários momentos do meu dia. Era como se uma parte de mim fosse tirada. Porém, foi muito bom todo o processo que tivemos juntas e todo o meu amor passado e produzido pelo meu corpo para formar aquela criança num ser saudável e forte. Mais forte do que eu nesse momento, com certeza. A parte mais bonita de mim formada pela amamentação e a cena mais adulta dela, quando decidiu que já era o fim.”

Mãe

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Mais importante do que a criação com carinho e segurança, uma mãe sabe que para a formação completa de uma criança, é indispensável o leite materno. Em qualquer hora, em qualquer lugar. E susto seria se essa mesma mãe negasse ao seu filho com fome o peito por achar inadmissível expor o seu sexo num lugar público, deixando o frágil com carência de nutrientes e falta à sua criadora.

Talvez o fato do desapego da criança ao leite produzido pela progenitora seja comum para muitas pessoas. Um processo esperado e aguardado pelas famílias. Mas a falta verdadeira de uma mãe com sentimentos é refletida quando aquele momento finalmente chega. E, como foi relatado, é como se parte dela fosse embora. O quebra cabeça que se despenca.

Assim como bonito é a evolução da barriga crescendo, lindo se forma o peito em desenvoltura sendo tocado por mãos tão sensíveis e necessitadas de carinho. Demonstrar na frente de outros que você é mãe, e que por uma dádiva possui o alimento mais importante do mundo, não é caso de se envergonhar. É para se deixar muito satisfeita com si própria.

É o leite, é o fruto, é a mãe.

E há leigos de informação e carentes de inteligência que alegam que apenas pessoas pobres cometem o ato de amamentar os seus filhos na frente do público, fazendo que os demais sintam vergonha pela exposição do corpo. Infelizes. Ricas são aquelas que possuem mais esse tesouro que é tão importante para muitos. Uma riqueza que nenhuma outra indústria consegue imitar. Que nenhum outro produto enlatado e vendido consegue igualar. De tantos reais deixados em mercado por bobagem e tantas barrigas com fome precisando de doação do leite, ainda veremos comentários, esses sim pobres, sem conhecimento algum.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo em livre demanda até os 6 primeiros meses de vida. Além disso, recomenda a amamentação até pelo menos os dois anos de idade. E na Semana de Incentivo ao Aleitamento Materno, faço um apelo a todas que em seus ricos e fartos peitos possuem o mais nutriente dos alimentos. Mostre o seu lado mãe e exponha que seu corpo não é taxado pelo tabu e pelo preconceito de frases vãs.